Aula Aberta
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
  Teste 12 Ano - Felizmente Há Luar!


Teste 12º Ano Português – B (2005-2006 ) Versão A

Leia atentamente o excerto:

TEXTO

Com a energia possível a quem chegou ao fim das suas forças.

MATILDE

Vamos falar com D. Miguel Forjaz.

SOUSA FALCÃO

Nem nos receberá! Conheço-o há muitos anos. É frio, desumano e calculista. Odeia Gomes Freire com um ódio que vem de longe, um ódio total, que não perdoa nada!

Lembre-se de que são primos, e antigos camaradas de armas…

Um é franco, aberto e leal.

O outro é a personificação de mediocridade consciente e rancorosa.

Gomes Freire perdoaria a D. Miguel Forjaz, mas D. Miguel Forjaz vai enforcar Gomes Freire.

É inútil bater-lhe à porta.

MATILDE

Um cristão não fecha assim a porta a uma desgraçada que lhe vem pedir pela vida do seu homem…tem de me ouvir.

SOUSA FALCÃO

(Com azedume)

D. Miguel é um cristão de domingo, Matilde. Pode estar certa de que todos os dias dá a um pobre pão para que lhe baste para se conservar vivo até morrer de fome…

MATILDE

Mas temos de ir.

SOUSA FALCÃO

Não nos receberá.

MATILDE

Nesse caso iremos para que não nos receba.

(Como quem faz uma descoberta)

É isso mesmo, António! Iremos para que não nos receba.

(Pega no braço de Sousa Falcão e dirigem-se ambos para o centro do palco. Detêm-se a meio caminho. Vindo do fundo, surge um criado, de libré, que se coloca à frente deles)

É preciso que os homens se definam para que possam ser julgados.

É preciso que ele não nos receba – é a nossa oportunidade de o obrigar a definir-se, de o colocar no banco dos réus, para que o juiz o possa julgar…

SOUSA FALCÃO

(Com desânimo)

Que juiz?

(…) Luís de Sttau Monteiro, Felizmente há Luar!

Considere o excerto transcrito e responda de forma clara às questões:

1. A personagem Matilde neste excerto toma uma decisão. Que pretende concretamente?

2. Sousa Falcão antecipa o resultado do que irá acontecer, a que argumentos recorre para explicar tal desfecho?

3. Explique o processo de caracterização de personagens presente neste excerto.

4. «Nesse caso iremos para que não nos receba» - diz a personagem Matilde. Como interpretas essa afirmação?

5. O final do excerto termina com uma pergunta de Sousa Falcão. Qual a resposta adequada para tal pergunta, considerando os objectivos desta peça.

6. Assinale como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações seguintes:

A

Na cena anterior ao excerto, Principal de Sousa recebeu e pediu a Matilde que se resignasse.

B

Numa cena seguinte ao excerto, Matilde ouviu de Frei Diogo palavras de conforto.

C

Numa cena anterior Matilde recebe uma moeda da mão de Rita.

D

Numa cena posterior ao excerto, Matilde vai despedir-se de Gomes Freire e aceita como terminada a luta pela liberdade.

E

Na cena seguinte, Matilde foi insultada pelo criado de D. Miguel.

F

Numa cena posterior, o Principal de Sousa diz que são razões de Estado as que condenam Gomes Freire.

7. Considerando as características do teatro épico presentes em Felizmente Há Luar!, assinale como verdadeiras ou falsas as afirmações no seguinte quadro:

A

As didascálias a negrito reforçam o carácter explicativo do teatro épico.

B

Em Felizmente Há Luar!, o autor pretendeu denunciar através da metáfora histórica o regime em que vivia.

C

No teatro brechtiano pretende-se que o espectador se identifique com os heróis da intriga e se deixe guiar pela emoção.

D.

Para caracterizar uma personagem, o dramaturgo serve-se doutras linguagens para além da verbal, sobretudo o tom de voz, os gestos e a movimentação em cena.

E

No teatro épico os sons, a iluminação, os adereços são elementos pouco relevantes para a construção do sentido.

F.

A estrutura formal e externa de Felizmente Há Luar! é o do teatro «dramático».

8. Com base no trecho e em toda a peça demonstre como Sousa Falcão é o «inseparável amigo», como o dramaturgo o descreveu inicialmente.

II

1. Assinale as opções certas:

1.1. Na frase: «… Nesse caso iremos para que não nos receba » – o segmento sublinhado classifica-se como:

a

Frase subordinada relativa adjectiva restritiva

b

Frase subordinada adverbial condicional

c

Frase subordinante

d

Frase subordinada adverbial final

1.2. Na frase: «… Um cristão não fecha assim a porta a uma desgraçada que lhe vem pedir pela vida do seu homem …», a parte sublinhada constitui:

a

Frase coordenada conclusiva sindética

b

Frase subordinada substantiva completiva.

c

Frase subordinada adverbial concessiva

d

Frase subordinada relativa adjectiva restritiva

1.3.Na frase – «É preciso que ele não nos receba.» - a expressão sublinhada constitui:

a

Frase subordinada adverbial concessiva.

b

Frase subordinada substantiva completiva.

c

Frase subordinada adverbial consecutiva.

d

Frase subordinada relativa adjectiva explicativa.

1.4. Na frase: «Gomes Freire perdoaria a D. Miguel Forjaz, mas D. Miguel Forjaz vai enforcar Gomes Freire» – a parte sublinhada é:

a

Frase coordenada adversativa sindética

b

Frase coordenada adversativa assindética

c

Frase coordenada copulativa sindética.

d

Frase subordinada disjuntiva

2. Relacione as frases simples em frases complexas, segundo os esquemas propostos, fazendo as alterações necessárias:

2.1 Subordinada adverbial condicional + subordinante+ subordinada adjectiva relativa explicativa.

- Matilde foi recebida por D. Miguel

- Matilde obterá o perdão para o seu homem.

- O seu homem estava preso em S. Julião da Barra.

________________________________________________________________________________

2.2. Subordinante + subordinada substantiva completiva + subordinada relativa adjectiva.

- Os governadores pensaram [alguma coisa].

- A morte do general será uma lição para os contestatários.

- Os contestatários desejavam reformas no sistema político.

________________________________________________________________________________

3. Divida a frase complexa nas frases (orações) que a compõem e classifique-as.

«Vindo do fundo, surge um criado, de libré, que se coloca à frente deles».

III

Escolha um dos temas e desenvolva-o numa breve dissertação (150 a 200 palavras):

A) Tratando-se dum teatro de denúncia, refira-se aos alvos dessa denúncia em Felizmente Há Luar!.

B) Demonstre como se aplica na peça o que diz o dramaturgo: «O General Gomes Freire D’Andrade – que está sempre presente embora nunca apareça». .

Póvoa de Lanhoso, 2 Fevereiro de 2006.



 
Este espaço destina-se a professores e alunos do ensino secundário da disciplina de Português (Língua Portuguesa)da ES da Póvoa de Lanhoso. A intenção é proporcionar um espaço de interacção, e uma outra estratégia para apoiar os alunos.

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